sábado, 14 de novembro de 2009

Reservas para o curral eleitoral do lulismo

O estudante que tem disposição, talento e mérito para passar em dois vestibulares e cursar dois cursos em universidades públicas está com os dias contados. Terá que optar por um deles. Faltam vaguinhas fáceis para a política de racialização do governo e para o curral eleitoral do lulismo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei Nº 12.089, de 11 de novembro de 2009, que proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior. A lei visa proibir que uma mesma pessoa ocupe, na condição de estudante, duas vagas, simultaneamente, no curso de graduação, em instituições públicas de ensino superior em todo o território nacional. A instituição pública de ensino superior que constatar que um dos seus alunos ocupa uma outra vaga na mesma ou em outra instituição, deverá comunicar-lhe que terá de optar por uma das vagas no prazo de 5 dias úteis, contado do primeiro dia útil posterior à comunicação. Se o aluno não comparecer no prazo assinalado ou não optar por uma das vagas, a instituição pública de ensino superior providenciará o cancelamento, usando o seguinte critério: - da matrícula mais antiga, na hipótese de a duplicidade ocorrer em instituições diferentes; - da matrícula mais recente, na hipótese de a duplicidade ocorrer na mesma instituição. Concomitante ao cancelamento da matrícula, será decretada a nulidade dos créditos adquiridos no curso cuja matrícula foi cancelada. A lei prevê, no entanto, em seu artigo 4º, que o aluno que ocupar, na data de início de vigência da lei, duas vagas simultaneamente, poderá concluir o curso regularmente. A lei entra em vigor após decorridos 30 dias de sua publicação em 11 de novembro.


Lula leva trevas à Cidade-Luz


Lula fez circo em Paris ao lado do canastrão que governa a França, o oportunista Sarkozy. Atacaram os EUA, claro. Eis a união do país mais nostálgico da Europa (estatismo construído em cima da guilhotina) com o suposto farol da América Latina, o Grotão exportador do que nasce da terra que, em se plantando, tudo dá.
Sarkozy encerra com galhardia a morte cultural da França, que só tem filósofo vagabundo há décadas. Viva Lula, rei de um mundo medíocre.

Prova do Enade: a mão suja dos militantes.

Militantes petistas botaram a mão também nas provas do Enade. Militantes de dentro de universidades, diga-se. Ganham um bom dinheiro para exercitar sua ideologia, que confundem com conhecimento. Abaixo, alguns exemplos da Veja desta semana.
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a crise financeira mundial era um tsunami no exterior, mas, no Brasil, seria uma ‘’marolinha’’, vários veículos da mídia criticaram a fala presidencial. Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão de Lula.
Considerando a realidade atual da economia, no exterior e no Brasil, é correto afirmar que houve, por parte dos críticos:
A) atitude preconceituosa
B) irresponsabilidade
C) livre exercício da crítica
D) manipulação política da mídia
E) prejulgamento
Resposta: A
É consenso que uma boa prova é aquela capaz de aferir – com isenção e objetividade – o nível de conhecimento do aluno. Por isso mesmo, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado na semana passada a 1 milhão de universitários no país, é um exemplo de prova ruim. Das dez questões de conhecimentos gerais, comuns a todos os alunos das 23 áreas testadas pelo Ministério da Educação (MEC), quatro são propaganda escancarada do governo federal. A primeira, em seu enunciado, fala sobre o suposto sucesso de uma campanha do Ministério do Meio Ambiente para reduzir o uso de sacolas plásticas. A resposta considerada certa pressupõe que o aluno acredite que o programa está funcionando a pleno vapor. A segunda pergunta o que seria fatal à formação de novos leitores no país. Acertou, de novo, quem marcou a opção favorável ao governo: "A desaceleração da distribuição de livros didáticos pelo MEC".
Para completar o absurdo, nas demais questões impertinentes, a propaganda e a ideologia se aliaram para atacar a imprensa, uma constante no governo Lula. Numa, o aluno é induzido a pensar que o presidente foi alvo de preconceito e críticas injustas ao dizer que a crise internacional não passava de uma "marolinha". Na outra, com base num texto estapafúrdio que desqualifica o trabalho dos jornalistas que cobrem a Fórmula 1, o estudante é levado a assinalar que a imprensa é negligente e omissa em relação às "artimanhas" que caracterizariam o esporte. Resume o historiador Marco Antonio Villa: "Trata-se de uma prova obtusa e autoritária. A resposta certa é determinada à revelia da ciência e do bom senso".
Criado pelo atual governo em 2004, para substituir o antigo Provão, o Enade tem o propósito de medir a qualidade dos cursos superiores no país. Como no ano passado, a prova foi concebida numa parceria entre comissões formadas por professores de cada área testada – a quem o MEC delega a elaboração das diretrizes gerais – e a empresa mineira Consulplan, especializada em concursos públicos, que se encarregou da confecção do exame propriamente dito. A VEJA, um funcionário da Consulplan, que acompanhou de perto o processo, disse, sem meias palavras: "Decidimos incluir questões sobre as ações do governo porque recebemos instruções claras dos profissionais que trabalharam para o MEC". Não é o que afirmam tais profissionais. "Nas diretrizes que traçamos, não há nenhuma menção à inclusão de perguntas com viés ideológico", afirma o professor Luis Carlos Bittencourt, do grupo dedicado à área de comunicação social.
Os valentes que usaram o exame para fazer propaganda e disseminar sua ideologia nefasta de ódio à liberdade de informação e opinião agora se escondem no anonimato. Nada mais típico. "Talvez seja preciso repensar o sistema de concepção da prova para o ano que vem", limita-se a dizer Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão vinculado ao MEC. Uma sugestão para o Enade de 2010 é incluir a seguinte questão:
Defina o exame de 2009:
a) Peça de propaganda do governo federal
b) Panfleto anti-imprensa;
c) Teste de péssima qualidade acadêmica;
d) Todas as respostas anteriores.
Alguém tem dúvida sobre a alternativa correta?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O mal que a "mardita" faz...


Dilmaligna quer ensinar o mundo

A arrogante pseudo-doutora agora quer dar lições ao mundo. Vai mentir em Copenhague também.
O governo brasileiro assumiu o compromisso de reduzir em 36,1 por cento a 38,9 por cento suas emissões de gases causadores do efeito estufa estimadas para 2020, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a jornalistas em São Paulo nesta sexta-feira. Segundo a ministra, essa é a faixa com que o país vai trabalhar com base em "ações voluntárias". O Brasil pretende desempenhar papel-chave na cúpula mundial sobre o clima, marcada para o mês que vem em Copenhague, capital da Dinamarca e, com essa oferta de redução, pretende convencer os países ricos a anunciarem metas próprias. (Continua)

Dilmona, um Chávez de saia.


A arrogância e grosseria da pseudo-doutora Dilmona com os entrevistadores, ontem, foi digna dos chefetes bolivarianos. Eita, gente brega!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apodreça, terrorista!

Julgamento suspenso, o terrorista italiano Cesare Battisti continua onde deveria ficar pelo resto da vida: na prisão. E ainda há editores pulhas atrás das idiotices que este pulha escreve.
Grotão, sempre Grotão.
O apagão permanente, por aqui, é o mental.
Se eu acreditasse em reencarnação, vidas passadas e outras baboseiras hoje correntes, diria que fui jogado aqui para pagar algum crime horrendo cometido no passado.

O poderoso


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma entrevista com Ayaan Hirsi-Ali

Ayaan, autora do belo livro Infiel (SP, Companhia das Letras), fala de sua vida como exilada, depois que os fundamentalistas islâmicos ameaçaram matá-la na Holanda. Entrevista em espanhol, mas vale o esforço. Ela viveu o inferno desde criança, na Somália, e é um exemplo de que o conhecimento é libertador.
Han pasado cinco años desde el asesinato de Theo Van Gogh. Desde entonces, Ayaan Hirsi Ali, que escribió la película, tiene que vivir protegida a causa de las amenazas de muerte del fundamentalismo islámico, que quieren matarla por criticar el maltrato de esta religión a las mujeres (una curiosa forma de refutación). En los últimos tiempos, un fondo de donantes privados paga a los protectores de Ayaan Hirsi Ali. Tras sus libros Yo acuso, Mi vida, mi libertad –aquí una reseña,y aquí un artículo-, y Adán y Eva, que acaba de salir en España, en febrero publica Nomad.. Aquí hay una entrevista de Patt Morrison:
“¿Qué le pareció la visita de la Secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton a África?
Siempre me alegro cuando Estados Unidos muestra interés por África, aunque sea simbólico, y el suyo era en buena medida simbólico. Creo que Hillary Clinton continuará con la ayuda del Departamento de Estado a África. Pero muchos países africanos se enfrentan a la expansión del islam radical, lo que significa que Estados Unidos va a enfrentarse con otro problema de seguridad nacional. El dinero wahabí está en África. Están construyendo mezquitas muy rápido. Están introduciendo la sharia. Es un movimiento de base, y no vi que nadie hablara de él.
Cuando hablamos de las mujeres en África, ¿Estados Unidos utiliza demasiados de sus valores o demasiado pocos?
Hay muchas disculpas por lo que significa la libertad. En África, te dicen: ‘Oh, es nuestra costumbre. La poligamia es nuestra costumbre, la mutilación genital femenina es nuestra costumbre, son nuestros valores’. Y los europeos y los estadounidenses son muy tímidos y apologéticos, diciendo: ‘Vaya, lo siento mucho, es vuestra costumbre’.
Su propia abuela vigiló su mutilación cuando tenías cinco años, aunque su padre se oponía.
Por eso insisto por principio. Mi abuela estaba convencida de que hacía algo bueno. Lo hacía por amor. Se lo había hecho a todas sus hijas; se lo habían hecho a ella, y a su abuela. No sabía que fuera posible no estar, como ella decía, ‘limpia’. Sí la educación ayuda, pero todo tenía que ver con la convicción que tenía de estar haciendo lo correcto.
¿Algún país irá alguna vez a la guerra por la seguridad y los derechos de las mujeres?
Parece que no sucederá. Pero soy muy optimista. No sobre ir a la guerra, sino sobre la capacidad de los seres humanos para cambiar de opinión. Recuerde lo que ocurrió con el comunismo. El gran problema es definir la protección de los derechos de las mujeres como el gran problema del siglo XXI. Si el mundo hace eso, la desigualdad de las mujeres será como la erradicación del apartheid: la gente insistirá en que está mal, está mal, está mal, y así es como se producen los cambios.
¿Qué cambia a la gente?
Le daré un ejemplo. La mujer sudanesa que decidió llevar pantalones: cuando el mundo la apoyó, no se atrevieron a azotarla. Es este tipo de insistencia inflexible. El tráfico de seres humanos –chicas secuestradas y obligadas a ejercer la prostitución- es una explotación económica. Eso puede erradicarse yendo a por los traficantes, proporcionando educación y erradicando la pobreza. Donde se pone velo a las mujeres, donde se cortan sus genitales, donde hay ‘crímenes de honor’, donde la mitad de la población no puede salir sin un guardián masculino... Eso no sólo se puede abordar hablando de la pobreza. Tienes que enfrentarte a esos principios.
He hecho esta pregunta a otras feministas. ¿Por qué siempre son los derechos de las mujeres los que están sujetos a negociación?
Sí. ¿No es interesante? Las mujeres son principalmente oprimidas por sus padres, sus hermanos, sus suegras, sus abuelas, así que es la forma más íntima de opresión. Otra cosa: el feminismo occidental todavía define al hombre blanco como el opresor, pero ahora es el hombre marrón, el hombre negro, el hombre amarillo. Cuando les dices: ‘Dejad de oprimir a vuestras mujeres’, ellos responden: ‘No me impongas tu cultura’. Habría sido fantástico que, cuando el presidente Obama fue al Cairo, hubiera dicho: ‘Le hemos enseñado al hombre blanco que la intolerancia es mala, y la ha dejado, al menos en su mayor parte. Ahora la intolerancia se ejerce en nombre del hombre negro, del hombre amarillo, del hombre marrón, de cualquier color’.
¿Usted distingue entre islam moderado e islam radical?
Me niego a hacerlo porque uno produce el otro. Naces en la corriente principal del islam. Te enseñan: No cuestiones al profeta; todo lo que dice el Corán es cierto. Y después vienen los radicales y lo amplifican, construyen a partir de ahí. Así que es el llamado islam moderado el que debe enfrentarse al elemento radical. Los musulmanes tienen que cuestionar la infalibilidad del profeta Mahoma. Tienen que dejar de enseñar a los niños y a los jóvenes que todo lo que dice el Corán es cierto y debe ser tomado en serio. Lo puede ver en el mundo cristiano. Hay grupos de cristianos muy radicales que se niegan a cansar. Pero la mayoría ha decidido reformarse, introducir nuevos modos de mirar la Biblia y permitir la libertad de expresión y conciencia. Así que si la gente se aparta de las ideas radicales, no los matan, no los decapitan.
En unos tres años podrá optar a la nacionalidad estadounidense. ¿Cómo ve aquí la gente su ciudadanía, en comparación con otros países?
Creo que la situación en Estados Unidos es mucho más sana que la europea. Estados Unidos tiene la ventaja de que cuando te conviertes en ciudadano, prometes lealtad a una Constitución que habla de ideas y no etnias. Por eso, los americanos no se sienten tímidos a la hora de enseñar a nuevos estadounidenses por qué la ciudadanía es importante, por qué el patriotismo es importante, el orgullo por los Padres Fundadores. Es más fácil que sentirse orgulloso de la historia de Francia, por ejemplo.
Nuestro valor central es la tolerancia. A usted le preocupa que toleremos las cosas equivocadas.
Para formar una comunidad de personas libres, hay que defender la libertad con uñas y dientes, y para que este país conserve su vitalidad, hay que entender que la libertad es una institución muy, muy vulnerable. Es algo que tienes que seguir defendiendo, y la única forma de hacerlo es siendo intolerante con la intolerancia.
¿Los musulmanes estadounidenses son distintos de los europeos?
Veo una gran diferencia, y es económica. La mayor parte de los musulmanes que vienen a Estados Unidos tienen un nivel de educación más elevado de los que van a Europa, y más ingresos. Esto cambia mucho porque vienen más musulmanes a Estados Unidos. Estados Unidos no es un estado de bienestar. Los musulmanes americanos tienen que tener un trabajo. Los países europeos son estados del bienestar donde muchos pobres dependen del estado para sobrevivir. Eso es muy atractivo para los radicales. Espero que los musulmanes estadounidenses sean distintos. Pero eso no hace que Estados Unidos sea inmune al Islam radical.
En la Sun Valley Writers’ Conference, la escritora iraní-estadounidense Firooeh Dumas cuestionó su observación de que en el islam la subyugación de las mujeres es un mandato religioso y no cultural.
Dijo que ninguna de las cosas de las que yo hablaba tenía nada que ver con el islam, que yo simplemente proyectaba en el islam mis experiencias personales. Eso es algo que siempre me molesta. Dije que la ley de la sharia es ley islámica; se deriva del Corán. En todos los lugares donde se aplica, vemos cómo se trata a las mujeres. Firoozeh Dumas representa a una mujer ilustrada, culta, moderna, cosmopolita. La mayoría de la gente de origen cristiano de ese tipo no defiende el cristianismo del mismo modo que defienden en el islam la gente de origen musulmán.
¿Se considera atea?
¿Dios creó al hombre o el hombre creó a Dios? Pertenezco al grupo que dice que el hombre creó a Dios. Me siento cómoda viviendo sin una fuerza exterior que me diga lo que tengo que hacer. Prefiero creer en los seres humanos.
¿Cómo se sitúa políticamente?
Mi posición política es lo que los estadounidenses llaman libertaria y algunos europeos liberal clásica. Aquí la palabra liberal [progresista] está secuestrada por gente que sólo se preocupa por el colectivismo. Pero, bueno, libertario también implica que no te importan las comunidades. Soy una luchadora radical por la libertad individual, una defensora de la libertad individual. Soy una universalista: creo que esos derechos y libertades son universales”.
(Fonte: aqui. Obrigado, Paulo).

Itaifu...

Depois do apagão moral, fruto da competência para surrupiar o erário, o apagão elétrico, fruto da incompetência para a gestão e manutenção do patrimônio público. Vale lembrar que a candidata Dilmona "criou" um novo "modelo" para a área quando foi ministra das Minas e Energia. O resultado foi a escuridão - bom símbolo para a pouca luz da mentalidade lulista.

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Escuridão lulista no Grotão

Apagão nas principais regiões do Grotão. Claro que isto sempre correspondeu ao estado mental de boa parte dos ocupantes do poder, mas a laxidão e a incompetência do governo Lula agravaram a situação: falta de manutenção da infra-estrutura básica, pelo menos, já que nada foi construído para ampliar a rede de abastecimento elétrico. Ah, sim, a culpa pode ser de Itaipu, que agora é do Papai Lugo.
Bastou esquentar um pouco e falta luz. Daqui a pouco vai escassear água.
E só falta agora Lula seguir o tirano coronel Chávez, da Venezuela: banho, só de três minutos. Tudo ecologicamente correto.
Putz, América Latina! Até o retrovisor quebrou. E foi no Grotão.
P.S.: e o orelhudo maranhense que é ministro das Minas e Energia, um tal Lobão, servo da família Sarney, culpa "problemas atmosféricos". Vou dormir.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Julgamento de anjos


Ei, Sponholz, será que não é o julgamento do terrorista Battisti?

Roubobras

Aquele monstrengo pré-89 que sempre chamei de Monstrobras revela sua verdadeira face, ainda pior: é uma Roubobras. Reproduzo na íntegra informações do próprio Senado, sem comentários sobre a empresa mais soviética do Grotão:

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou em discurso, na tarde desta terça-feira (10), que "o roubo é de bilhões de dólares" nas grandes obras administradas pela Petrobras, mas o governo não aceita que ela seja investigada. Por isso, os partidos de oposição decidiram deixar a CPI da Petrobrás, no Senado, pois o governo tem maioria de votos na CPI e não permitiu que qualquer investigação.

"Até o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que a Petrobrás gasta demais", referindo-se à sua sociedade com a Petrobras para construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Conforme Álvaro Dias, só nesta refinaria pode ser constatado um superfaturamento de 2 bilhões de dólares. Disse que a refinaria inicialmente iria custar 4 bilhões de dólares, mas o valor já subiu para 12 bilhões de dólares.

O senador paranaense informou que os partidos de oposição estão encaminhando ao Ministério Público 18 representações para que a instituição investigue denúncias que envolvem a estatal, seus fornecedores e funcionários. Além da refinaria Abreu e Lima, os partidos de oposição propõem que sejam aprofundadas investigações no projeto de recuperação do sistema de produção de óleo e gás natural na região norte, nas obras de adequação da refinaria Gabriel Passos e na compra da Suzano Petroquímica pela Petrobrás. Nesses casos, disse Álvaro Dias, existem indícios de improbidade administrativa.

Em dois anos, a Petrobras contratou serviços no valor de R$ 38 bilhões sem que fossem feitas concorrências e os oposicionistas querem que o Ministério Público examine esses contratos. Álvaro Dias sustentou ainda que houve crime de responsabilidade na venda de refinarias para o governo da Bolívia por preço inferior ao valor de mercado.

- Na verdade, na CPI fomos impedidos de ter acesso a documentos, a informações, a sindicâncias internas realizadas pela Petrobras, a inquéritos, a contratos, a convênios, a prestação de contas. Fomos impedidos de convocar pessoas para depor, até mesmo presos na Operação Águas Profundas. Quem convocaríamos? CPI para ouvir apenas o governo? A CPI se transformou num palco para atender os interesses do governo e o seu proselitismo administrativo, escondendo desmandos, desvios, desvios constatados pelo Tribunal de Contas, pelo Ministério Público - acrescentou o senador paranaense. Ele foi apoiado, em aparte, pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA).

P.S.: Quando falo na Roubobras, sempre o faço em homenagem ao jornalista Paulo Francis, perseguido até à morte por esta Caixa-Preta (e não é preta por causa da cor do petróleo, não).

Grotão Divino

Madonna se encontra com Jesus no Brasil.
E, como diz o ditado, "Deus é brasileiro."

Itália não quer Toffoli no julgamento do terrorista

E tem boas razões:

Uma eventual participação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli no processo de extradição do ex-militante de extrema esquerda Cesare Battisti poderá ser questionada pelo governo da Itália durante o julgamento do caso, marcado para depois de amanhã. Ex-advogado-geral da União, Toffoli não disse se pretende participar do caso. Em tese não há impedimento para que ele vote, já que a Advocacia-Geral da União não se manifestou formalmente sobre o processo. Toffoli, então chefe do órgão federal, entretanto, esteve presente no Supremo no primeiro dia de análise do caso pelos ministros, no início de setembro, e designou a advogada da União Fabíola Souza para fazer a defesa do ministro da Justiça, Tarso Genro, em outra ação que foi julgada juntamente com o caso. É um mandado de segurança proposto pelo governo da Itália que questionava a legalidade da decisão de Tarso de conceder, em janeiro, refúgio político a Battisti, contrariando decisão do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados).
A maioria dos ministros acatou o argumento da Itália, declarou "ilegal" a concessão de refúgio por Tarso e entendeu que o STF poderia analisar se Battisti poderá ser extraditado. Até agora, a situação é desfavorável a Battisti. Quatro ministros já se manifestaram pela extradição do italiano -Cezar Peluso (relator), Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie-, enquanto outros três -Cármen Lúcia, Eros Grau e Joaquim Barbosa- afirmaram que a decisão de Tarso deveria ser mantida. (Na Folha, para assinantes).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Os pombais da mãe do PAC

No Cláudio Humberto (links):

Empacado como a maioria dos programas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o projeto "Minha Casa, Minha Vida" se transforma em uma caricatura da proposta inicial, que objetivava diminuir o déficit habitacional no Brasil, estimado em doze milhões de moradias. Em Rio Branco, no Acre, as "casas" do programa eleitoral da candidata petista a presidente, Dilma Roussef, não passam de cubículos de madeira, precariamente erguidos, como se vê na foto ao lado.
Como disse o chargista, arquiteto e urbanista Sponholz: "É o fim da picada! Só está faltando o lobo mau para assoprar".

Os TaliBANS estão entre nós

9/11/1989: o fim de uma farsa ideológica.

Não gosto de efemérides, mas os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim, que alavancou o desmoronamento das ditaduras comunistas no Leste Europeu, merecem consideração. A data marca o fim da maior farsa ideológica do século XX, dado que os outros movimentos totalitários - fascismo e nazismo - foram desmascarados e derrotados em pouco tempo.
A nefasta sobrevivência do comunismo se deveu, em grande parte, aos partidos comunistas e aos intelectuais que, no mundo livre, por oportunismo ou por cegueira mesmo, desdenhavam o que se passava na União Soviética e seus satélites. Cegos de tanta ideologia, marxistas e esquerdistas foram cúmplices dos horrores. Os honestos abandonaram seus partidos em 1956, com a invasão da Hungria pelo exército soviético, repetida em 1968 na então Tchecoslováquia, durante a chamada Primavera de Praga.
Sobre a cadeia de acontecimentos que levaram a este desfecho, uma das obras mais esclarecedores é o livro 1989: o ano que mudou o mundo, de Michael Meyer, lançado neste ano (ver ao lado). Meyer foi correspondente da Newsweek no Leste desde 1988 e viveu diretamente os episódios relativos à derrubada do muro. Muniu-se de entrevistas com os principais líderes da época e analisou arquivos e obras do período, desvendando a importante atuação de Miklos Németh, líder do Partido Comunista da Hungria, que abriria secretamente a fronteira do país, desencadeando uma migração em massa. Ele tinha a palavra de Gorbachov, o líder soviético, de que não haveria reação por parte de Moscou.
Como diz o próprio autor, seu livro "concede mérito atrasado aos verdadeiros vitoriosos e ao grau notável em que as agitações de 1989 foram menos resultado de uma revolução de massa que de um planejamento cuidadoso e de um trabalho sério de alguns poucos indivíduos corajosos e clarividentes - bem como dos erros e da miopia dos outros."
Mas esta me parece ser a deficiência da análise de Meyer. Se alguns gatos pingados ajudaram, isto não significa que a revolução de 89 se deva a eles. Tratou-se, na verdade, de uma revolução sem líderes, sem os grandes condutores de massas do passado - e sem derramamento de sangue -, pela primeira vez na história da humanidade. As revoluções anteriores, em geral, desembocaram em ditaduras e se erigiram sobre montanhas de cadáveres. Produziram sociedades fechadas, ao passo que a de 1989 libertou os países da Europa Oriental, integarndo-os à sociedade aberta do Ocidente (um processo que, evidentemente, levará ainda algum tempo para se completar).
Como observa o sociólogo Ralph Dahrendorf, que escreveu o primeiro livro sobre o tema já nos anos 90 (Após 1989, RJ, Paz e Terra, 1997) retomando ideias popperianas, nas sociedades abertas é permitido tudo o que não for expressamente proibido pela lei: "proíbe-se o mínimo possível, e o que é permitido é deixado à escolha individual". Afinal, "as sociedades abertas aumentam as opções, ao passo que as sociedades fechadas as diminuem".
Mas o problema é que estas últimas "exercem uma atração fatídica sobre pessoas que não conseguem suportar as tensões da liberdade". Assim vemos ressurgir, sob novos nomes, a ideologia derrotada em 1989.
Não por acaso, na América Latina, o mundo das utopias regressivas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Gravatas para o lulismo

Não faltarão gravatas aos militantes do lulismo que ocupam o governo. E não será para enforcá-los, não...
O destaque do “Carrinho de Compras” de hoje vem mais uma vez da Presidência da República (PR). E, de novo, a exemplo de domingo passado, no setor de vestuários. O órgão empenhou (reservou em orçamento) R$ 10,3 mil para a compra de 1.470 gravatas sociais pretas, que, segundo a nota de empenho emitida pela PR (documento que antecede a compra), são confeccionadas em tecido jaquard, forrada em cetim e com acabamento de 1ª qualidade. No final de outubro, a Presidência havia adquirido 56 ternos para garçom com gravatas em cetim. Outros R$ 9,4 mil foram comprometidos durante a última semana para a compra de 15 macacões de brigadista, sob medida, na cor azul marinho. (Continua).

"Moralidade" grotense

Como não comentei esse grotesco episódio protagonizado por estúpidos de uma espelunca universitária, remeto ao post do Reinaldo, que já disse tudo. A Uniban é fascista e misógina. Ponto.

Lula incita à violência

Em seu eterno palanque, de onde comparou os tucanos com Hitler, Lula deu sinal aos militantes para quebrar pau com os adversários. O eAgora foi na mosca:
A comparação estapafúrdia do PSDB com Hitler serviu para uma claríssima tentativa de intimidação dos militantes da oposição e incitamento à violência da infantaria petista e pelega.
(...) Os militantes da oposição, segundo Lula, ameaçam a sobrevivência dos governistas. Quando os dois lados se encontrarem, os oposicionistas vão se dar mal.
O recado para as brigadas lulistas não poderia ser mais claro: se quiserem defender sua “sobrevivência” - os empregos e verbas oficiais - vão para o pau.
Lula será pessoalmente responsável pelas violências cometidas atendendo à sua convocação.
O fato é que as práticas de Lula se assemelham cada vez mais às do tirano Hugo Chávez, que dividiu a população da Venezuela em amigos (os chavistas, claro) e inimigos (a oposição). São seguidores de Carl Schmitt, o jurista do nazismo, sempre citado pelo ministro da Justiça Tarso "Illich" Genro".

Hobsbawm exagerou no pisco

Certa vez, li uma entrevista com Eric Hobsbawm, que ainda escorrega no marxismo, em que o repórter afirmava, na apresentação, que o historiador britânico costumava beber todo líquido que os amigos da América Latina lhe traziam. Tinha uma quedinha especial pelo pisco, a forte bebida peruana. Pois bem, ao dizer o que disse à Folha hoje, só poderia estar sob efeito dessa bebida. Cito a apresentação e nem comento, pois é cansativo, além de triste, ver que um historiador dessa envergadura não consegue se desvencilhar das fulgurações ideológicas. Ele acha que a queda do socialismo, essa farsa ideológica do século XX, trouxe mais desigualdade. Vá ser saudoso assim lá na Coreia. E o editor que o entrevistou ainda o chama de coerente. Persistência no erro é coerência?
Ícone da historiografia de esquerda, o britânico Eric Hobsbawm não perdoa: para ele, o principal efeito da queda do Muro de Berlim, em 1989, foi a desestabilização da geopolítica mundial em prol da única superpotência remanescente -os EUA.
Como consequência, o mundo se tornou mais perigoso.
Em "A Era dos Extremos" (Cia. das Letras), ele já defendera os desdobramentos da queda do muro como cruciais para o século 20. Mais do que isso: cruciais para encerrá-lo antes da hora. Daí o termo que cunhou, "breve século 20".
Já do ponto de vista econômico, Hobsbawm afirma que o pós-1989 levou a um recorde de desigualdade social nos países da antiga Cortina de Ferro - termo que designava, durante a Guerra Fria, os países comunistas europeus sob influência soviética.
Sobre Berlim, cidade que cristalizou a derrocada da velha ordem e o início da nova, o pensador se mostra decepcionado, na entrevista que concedeu por e-mail à Folha.
Apesar de haver se tornado a capital do Estado mais rico da União Europeia, Berlim não se tornou a virtual capital da Europa -como se esperava 20 anos atrás- nem ficou à altura de seu glorioso passado anterior à ascensão do Terceiro Reich (1933).
Coerente, Hobsbawm vê a crise financeira que assolou os mercados financeiros em 2008 como o "Muro de Berlim do neoliberalismo". Ele detecta nesse aparente revés capitalista a possibilidade de rearticulação do pensamento de esquerda - mas desta vez, alerta, em bases "mais realistas". (Continua, para assinantes).

Lula elogia os que não estudam

O Pequeno Timoneiro, que jamais leu um lívro na íntegra, volta a menosprezar quem cursou universidade. Foi no congresso do PCdoB, esse bando que costumava elogiar o ditador romeno Ceausescu e seguir o sanguinário Hoxa, da Albânia. Empolgado, jorrou arrogância, considerando-se um "estadista". Na verdade, é um "estradista" que jamais desceu do palanque.
Lula disse que não tem vergonha de dizer que estudou até a quarta série do Ensino Fundamental mas que conquistou muito mais do que pôde imaginar, como o título que recebeu nesta semana por ser considerado estadista. "Eu compreendo o ódio que isso causa", afirmou. (Continua).
O presidente parece não entender que está incentivando a população a não estudar. Segue o anti-intelectualismo típico do PT.
Paulo Freire está se regozijando no túmulo...

sábado, 7 de novembro de 2009

Ditadura castrista prende blogueira

Yoani Sánchez, do blog Generación Y (links), foi detida pela polícia política da mais antiga tirania das Américas. Se antes a ditadura parecia tolerá-la, agora ficou claro que o rebotalho do socialismo não tolera críticas, como sempre demonstrou ao prender jornalistas e escritores.
Sorte de Yoani ter ligações internacionais. Talvez não passe pelo que passaram os prisioneiros dos irmãos Castro, que morreram no cárcere. (Leia aqui).